Desporto e saúde mental: encontrar um ritmo que lhe faça bem

AnsiedadeDesenvolvimento pessoal
Escrito por Sofia Vizinho

· 2 min de leitura

Mulher sentada num tapete a fazer alongamentos num parque.

Chega ao fim do dia com a cabeça cheia. Passou horas a responder a mensagens, a resolver problemas e a pensar no que ainda falta fazer. O corpo esteve quase sempre sentado, mas sente-se cansado como se não tivesse parado.

Nesses dias, a ideia de praticar desporto pode parecer mais uma obrigação. Ainda assim, encontrar uma forma de movimento que se ajuste à sua vida pode ser uma maneira de cuidar também da saúde mental.

A atividade física regular pode contribuir para melhorar o bem-estar e o sono e reduzir sintomas de ansiedade e depressão. Esses benefícios não se resumem a um momento de boa disposição depois do treino, nem significam que todas as pessoas vão sentir a mesma diferença.

Encontrar uma prática que caiba na sua vida

Há quem goste de correr sozinho e quem prefira o compromisso de uma aula. Há quem encontre prazer na natação, numa partida de futebol ou numa caminhada com companhia. O ponto de partida pode ser aquilo que tem condições e vontade de repetir.

Imagine que decide regressar ao ginásio depois de vários meses sem treinar. Se tentar recuperar tudo na primeira semana, pode acabar exausto e frustrado. Escolher duas ocasiões possíveis, ajustar o esforço e aceitar que o regresso leva tempo pode tornar a experiência mais sustentável.

Para quem está a começar, o movimento também pode entrar em momentos mais pequenos: caminhar um pouco depois do almoço, dançar em casa ou fazer uma pausa ativa entre tarefas. A duração e a intensidade devem respeitar as suas capacidades e condições de saúde.

Mais do que comparar resultados com os de outra pessoa, pode perguntar-se: gosto desta atividade? Como me sinto depois? Consigo encaixá-la na minha rotina sem sacrificar o descanso?

O desporto pode oferecer mais do que exercício

Uma prática desportiva pode criar oportunidades de convívio e uma pausa nas exigências do trabalho. Aprender um movimento, melhorar gradualmente ou voltar a uma atividade de que gostava também pode ser uma experiência de satisfação.

Mas a relação com o exercício merece atenção quando fica dominada pela culpa, pela comparação ou pela sensação de que é preciso treinar mesmo com dor ou exaustão. Descansar faz parte do cuidado com o corpo. Um treino falhado não diz quanto vale como pessoa.

Nos dias em que custa começar

Quando alguém está deprimido, muito ansioso ou sobrecarregado, até sair de casa pode ser difícil. Dizer apenas «tens de fazer desporto» pode aumentar a sensação de incompreensão. Importa perceber o que está a dificultar o primeiro passo e que apoio pode torná-lo possível.

O exercício pode integrar um plano de cuidados, a par de outras formas de acompanhamento, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Se sente que precisa de ajuda para recuperar rotinas ou encontrar uma relação mais equilibrada com as exigências que coloca sobre si, pode conversar connosco na Psicologias da Sofia.

Fotografia: Zulfugar Karimov / Pexels.

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